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terça-feira, 25 de março de 2014

Cabeçotes XL articulados - Home Made

Embora o mau tempo insista em não ir embora, começa a cheirar a CORVINAS e já que o tempo está mau para a pesca, inventa-se algumas bricolages para testar quando o tempo melhorar.
 
Os cabeçotes de compra muitas vezes são curtos para armar aqueles vinis grandalhões que usamos quando procuramos "aquela" corvina troféu.
 
A solução é inventar!
Com pouco material e sem ser necessário grande habilidade, é possível cosntruirmos cabeçotes à medida que quisermos, com o peso que queremos e com a particularidade de serem cabeçotes articulados.
 
Então vamos a isto:
 
 
MATERIAL:
- Chumbadas furadas (peso de acordo com a necessidade)
- Anzois (tamanho de acordo com a necessidade)
- argolas fechadas de Jigging
- Linha "DRACON" ou semelhante com pelo menos 100 lbs de resistencia
 
Como ferramentas utilizei apenas um alicate, um canivete e um isqueiro.
 
Vamos então construir o cabeçote:
 

1º - Passamos o "Dracon" por dentro da chumbada
 

2º - Atamos a extremidade no olhal do anzol, cortamos o excesso de linha e queimamos a ponta com o isqueiro. É possível dar um pouco mais de resistencia ao nó com uma gotinha de "Super-Cola" a ensopar o nó.
 
3º - Seguidamente repetimos a operação com a argola
 

4º - "Et Voilá!!" está pronto!
 
5º - Pormenor dos nós
 


6º - Cá está ele pronto para aqueles vinis de 20 cm ou mais
 
Agora venham as "madames" para testar
 
Até à proxima!!
 

sábado, 11 de maio de 2013

ÀS ARMAS!!!

A temporada das grandes corvinas já aí está!
É altura de começar a preparar as "pastilhas elásticas" para enganar as "MADAMES"
Aqui fica uma amostra:






Vamos esperar pelos resultados...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Upgrade do "Kitanço" de amostra de vinil

Há já algum tempo publiquei um post que mostrava como "kitar" uma amostra de vinil com uma fateixa atrelada VER AQUI

Uma coisa é certa, só com a experiencia é que se aprende e na semana passada aprendi da pior maneira o que não se deve fazer


Ao prender o atrelado de "Dracon" com a fateixa desta forma, aconteceu o seguinte:
A amostra foi à água mais do que uma vez e o dracon ensopado em contacto com o olhal fez com que este enferrujasse.
Ora um olhal enfraquecido pela ferrugem e uma corvina de bom tamanho com arrancadas violentas  não são uma combinação desejável.
O que se passou a seguir é fácil de imaginar....

Por este motivo, puz-me a pensar como poderia contornar este problema
Uma das formas é a outra opção que apresentei no primeiro post

O atrelado preso no anzol com um nó de correr permite "aliviar" e abrir o nó para que corra na curva do anzol. Desta forma é mais fácil que a linha seque sem criar ferrugem no anzol.

Esta é a solução mais "LOW TECH", mas que desnrasca perfeitamente mas há a possibilidade de com o tempo o anzol vir a enferujar tambem.

Para evitar isto arranjei uma solução inspirada nas montagens de Jigging

Para alem da amostra de vinil montada no respectivo cabeçote usei a mesma linha Dracon, fateixa e a novidade aqui é a utilização de uma argola de inox para jigging

A fateixa é empatada numa ponta da linha e na outra é colocada uma argola de inox, tendo o cuidado de deixar esta montagem com o tamanho pretendido

O atrelado (ou assist) é preso no clip que segura a amostra e não na própria amostra. Desta forma evita-se o contacto da linha molhada com o cabeçote depois da utilização.
Há tambem a vantagem de não termos que ter um "assist" para cada amostra podendo manter o "assist" no clip e trocando apenas a amostra.


É este o aspecto depois de finalizado

Até à proxima!  :wave:


sábado, 9 de junho de 2012

Até qu'enfim!!!

Embora tenha vindo a insistir na tentativa de capturar uma corvina digna desse nome, a sorte tem sido até aqui um bocado madrasta e as coisas não tem corrido da melhor maneira.
... ou são rabetas pequenas... (o que é bem melhor que nada)
... ou é charroco...
... ou é safio...
... ou é grade...
... ou como no passado domingo, corvina ferrada, luta brutal durante alguns minutos, e já ao chegar ao barco, deixou-se ver mas achou que não estava com vontade de vir apanhar ar e numa ultima arrancada partiu pelo sitio menos provável: o olhal do cabeçote! :banghead::banghead::banghead::banghead::banghead:

Hoje, as condições pareciam perfeitas e destino estava bem definido. O mesmo "spot" onde me tinha fugido a outra no domingo passado.
Primeira passagem "à rola" em cima do "mel" e... PUUUMMMM!!!!

"Right on the money!!!"

3 passagens, 3 peixes. 2 para mim e um para o Rui. O resto é história!
Está quebrado o enguiço!!

Ficam as fotos:








É impressionante a força destes bixos e a potencia dos primeiros arranques e a facilidade com que tiram linha do carreto mesmo com o drag quase todo fechado!

É BRUTAL!!!

Adrenalina ao máximo , potenciada por uma caninha de "ligth jigging" com acção até 120g mas que pesa apenas 140g. parece uma cana de achigã mas com um blank brutal.

Até à próxima!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A minha primeira Corvina


Partilho agora a história de uma captura que me deu um gozo especial
Em agosto passado, durante as férias por terras algarvias, enquanto os “rebentos” dormiam a sesta, peguei na caninha de spinning e na sacola das amostras e fui até ao molhe da “Ponta da Areia” na foz do Guadiana.
A meio da tarde e com o sol quase “a pino” as prespectivas , teoricamente, não seriam as melhores mas há que tentar e pelo menos passar um bocadinho a matar o vício.
A maré vazava e a corrente fazia-se sentir com bastante força
Procurei uma aberta grande entre os mutos pescadores que pescavam ao fundo, de modo a que não os incomodasse a eles e eles não me incomodassem a mim na minha azafama de lançar  e recolher amostras.
Como o local é profundo, resolvi optar por um vinil, montado com um cabeçote de chumbo, de forma a conseguir pescar mais junto ao fundo.
A água apresentava-se um pouco tapada e com suspensão devido à forte corrente. Escolhi então um “fluke” da ZOOM numa cor amarela berrante para se tornar visivel.

1º lançamento, esperei um pouco que a amostra afundasse (embora com a corrente, fosse impossível sentir o fundo), começei então a animar a amostra com uns toques "longos" a fazer a amostra levantar e deixando-a cair novamente, numa dessas quedas.... PUUUUUMMMMM !!!! cabeçada violentíssima, seguida daquele maravilhoso ZZZZZZ....ZZZZZZZZZZZZ.........!!!!! que é musica para os nossos ouvidos.
O peixe fazia uma força brutal, e ajudado pela corrente, pior ainda!
Para ajudar à festa estava com uma caninha muito leve, a Hart Bloody Lite de acção média com um CW de 15-40g.
 Cheguei a temer que a cana não aguentasse mas esta portou-se à altura
A luta não era a de um robalo, não dava as cabeçadas caracteristicas destes, em vez disso, o peixe corria e puxava com muita força.
Imaginei que deveria ser uma corvina, mas como nunca tinha apanhado nenhuma, só podia mesmo imaginar, porque não tinha termo de comparação.
Atráz de mim começavam a juntar-se uma pequena multidão de outros pescadores e curiosos e podia ouvir os comentários:
"olha este tráz peixe!... e é bom"

Ao fim de uns 10 minutos de puxa, para cá puxa para lá, o peixe começou a ceder e lá consigo ver um vulto prateado com aqueles brilhos cor de cobre.
O peixe estava vencido e la consegui encalha-la numa pedra e deitar-lhe a mão à guelra.
Estava a pesca feita e logo ao primeiro lançamento.
A minha pequena audiencia aplaudia e felicitava-me pela captura

Ainda lá fiquei mais umas 2 horas, mas nem mais um toque
Até à proxima!