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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

De Sol a Sol

O que nos leva a levantar às 5:00 da manhã a um fim de semana?

Na realidade também não sei responder de forma a que a generalidade das pessoas compreenda.

Mas talvez as fotos possam ajudar.

Se a estas fotos juntarmos a camaradagem, o vento e os salpicos do mar na cara, o cheiro da maresia, a comunhão com o mar e como cereja no topo do bolo, as capturas para o petisco, talvez alguns possam imaginar vagamente do que se trata.


Esta semana os papéis inverteram-se. A bordo do "YOLO", o Comandante é o  Álvaro, eu como Imediato, e o compadre (do Álvaro) o João, que fazia a sua estreia nesta coisa da pesca aos tinteiros.

Não me vou alongar nas palavras e vou deixar que as imagens falem.


Ainda o sol se preparava para acordar, já os 3 estarolas enfrentavam o frio a caminho do "mar dos monstros"



A pesca naturalmente foi-se fazendo, com o Álvaro completamente endiabrado a dar tareia no "mestre" (fraco mestre que arranjaste, meu amigo) e no estreante Compadre João




A tradição continua a ser o que era e saiu ao maçarico estreante o maior exemplar do dia.
Embora não fosse nenhum monstro, valeu o título de CAGÃO ao Compadre João.



Os polvos também deram sinal e lá saíram meia dúzia deles



Águas cristalinas e paisagens únicas também fazem parte desta coisa da pesca




Se pudemos ver o sol a acordar na ida, também pudemos vê-lo ir deitar-se na volta, se calhar tão cansado como nós





O resultado da faina





Um destaque especial para o maquinão "YOLO"
Belíssimo barco!!


Até à próxima!!


 


















segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Deus ajuda quem cedo madruga ...ou a história de um CAGÃO

 


Diz o provérbio que "Deus ajuda quem cedo madruga"

Talvez seja verdade

Certo é que quando o sol nasceu já o "PI  RATA" navegava para lá do mar dos monstros.

...ou então era ali para os lados de Troia e era o frio que me congelava os neurónios e me deixava um bocado perdido. 

De qualquer forma, o frio não espanta o vício e mesmo geladinhos até aos ossos, lá fomos, eu e o meu imediato Álvaro, à procura da primeira tinta do ano.

Posso dizer que até por volta do meio dia, eu estava a todo o momento à espera que me caísse um dedo ou o nariz, por ter congelado e partido

Para o Álvaro depois do "Crash Course" em pesca às lulas no outono passado, esta era a estreia absoluta na pesca aos chocos. Pesca parecida na sua essência, mas diferente na técnica. 

Claro está que nenhuma pesca aos chocos, especialmente uma estreia, fica completa sem uma esguichadela de tinta nas ventas.


Numa das deslocações tivemos o prazer de ser brindados com a presença dos Roazes, que estavam bem dispostos e se aproximaram bastante, proporcionando estas belas imagens


A pesca seguia entretida, com várias "bicadas" aqui e ali à procura dos chocos, mas sem que fosse um dia daqueles para memória futura, até que...

O imediato aprendiz, maçarico, sem saber ler nem escrever, resolve pulverizar o recorde do mestre e embarca um valente choco a passar uns pozinhos dos 3Kg





...e o que é que se chama a um gajo destes???

CAGÃO!!!

...ou melhor...

CAGÃOZÃO!!

É claro que também tive que posar para a foto com o Alien 


Depois disto, não há muito mais a dizer, para além de que foi um excelente dia (tirando o frio de manhã que foi mais que muito)

Aqui fica a foto dos 2 estarolas

...e o resultado da faina


Venham mais dias destes e mais recordes batidos

Pode ser pelos maçaricos que eu não me importo. Fico feliz com a alegria dos meus amigos pelos dias bem passados, a fazer o que mais gostamos.

...até já!

 


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Amizades antigas. Vícios comuns - O Reencontro

 Numa altura em que o meio século espreita já ali ao virar da esquina, já posso usar com propriedade frases cliché do tipo:

 "A vida é mesmo assim" ou "A vida dá muitas voltas"

Um exemplo disso foi o reencontro depois de mais de 30 anos com o meu caríssimo amigo Álvaro.

Fomos colegas de escola e bons companheiros durante alguns anos da nossa adolescência, mas depois, por voltas que a vida dá, perdemos o contacto. ...até há uns dias atrás.



Por coincidência, acaso ou se quiserem, por obra do destino encontrámo-nos a tomar o pequeno almoço no mesmo café.

Troca de palavras rápidas e a conversa foi logo parar aos barcos e à pesca. Ficou logo ali combinado que assim que possível, iríamos matar o vício em conjunto, em memória dos bons velhos tempos.

Não demorou muito, apenas umas semanitas de férias pelo meio e eis que chega o convite: 

"Queres lá ir no próximo fim-de-semana?"

Ao que a resposta não poderia ser senão um "Bora!"

E assim foi! O "Comandante" Álvaro fez-se acompanhar do seu "Imediato" Filipe, experimentado nestas coisas do mar apesar da sua tenra idade, e lá fomos nós, a bordo do YOLO, um belíssimo Tornado de 5,5m equipado com 130 "Puros-Sangues" da Cudelaria Nipónica YAMAHA, saindo da marina de cascais para uma tarde de pesca no "Mar dos Monstros" e mais além! 

...bem... se calhar não foi tanto assim! ...ficamos só ali pela linha de cascais até ao Bugio.

Do resto, ficam as memórias de uma tarde espectacular e muito bem passada, com algumas lulas e alguns robalitos que também marcaram presença, e algum peixe libertado também por não ter a medida mínima.

Seguem as fotos para a posteridade

A máquina


O "Imediato" Filipe aos comandos da máquina

Também foi ele a abrir as hostilidades na pesca com a captura de uma bela lula




Um pescador completo! ...é sem escamas, é com escamas... vai a todas!!

Fomos brindados com um dos mais belos espetáculos da natureza

De volta à marina

O resultado da faina

Deixo um grande OBRIGADO ao Álvaro pelo convite e certamente será para repetir assim que possível.


Vêmo-nos no mar!

Até Já!!


terça-feira, 20 de abril de 2021

Primeira tinta de 2021 - O paraíso aqui tão perto

Tempos estranhos e difíceis estes que temos vivido.

Esta história da pandemia e confinamentos tem impedido a normalidade e que se mantenham actividades e hábitos de uma vida.

2020 foi estranho e com muitas mudanças e incertezas

2021 está a ser pior ainda, complicado a nível pessoal e familiar mas isso não são coisas para falar aqui. Esperemos que seja o inicio da luz ao fundo do túnel

Fazendo aqui um pequeno "à parte", não se percebe a razão pela qual a pesca esteve proibida.

É uma actividade praticada ao ar livre, com ar puro e sol (se for de dia) que são benéficos à saúde, com distanciamento entre os praticantes por razões óbvias, mas não quero continuar esta conversa senão nunca mais paro...


De volta ao que interessa realmente... 


Este fim de semana, finalmente, consegui voltar ao mar a bordo do meu fiel amigo "PI  RATA".

O meu amigo Fernando Cristo, homem do mar desde sempre mas mais habituado a estar de molho, fez o favor de me acompanhar para ir ver se ainda havia chocos em Setúbal ou se ainda estavam confinados.

Saímos de manhã cedinho ao nascer do sol e fomos brindados por uma manhã maravilhosa de calmaria.

O cheiro e o balanço do mar, o cenário paradisíaco e a pesca, fizeram por algumas horas esquecer tudo aquilo que não interessa

O Paraíso aqui tão perto...


OS chocos aos poucos foram dando sinal e a coisa foi-se compondo

O Fernando foi brindado com um "headshot" de um choco sniper, logo ao inicio da manhã. Toca a todos!! 😂


Até à hora de almoço a pesca foi correndo, sem que fosse um dia de excelência em termos de capturas e os chocos iam saindo espaçadamente.

Por volta da hora de almoço o vento rodou a SW e aumentou bastante de intensidade e a partir daí, pouco mais se apanhou.

O resultado foi este:



Já dá para o petisco!

Fome pelo menos não passamos

Dia excelente para matar saudades do mar.

Obrigado Fernando pela companhia!


Até já...




 



terça-feira, 2 de junho de 2020

Umas escamas para desenjoar dos chocos

Este fim de semana a saída foi em busca de umas escamas para desenjoar das chocalhadas das ultimas jornadas (algumas não as postei aqui porque... porque não! sei lá... )

Desta vez a saída foi a bordo do LUNA,  na companhia do CMDT. Fernando Rodrigues

A ideia era ir em busca de escama grossa e ver se dávamos com as corvinas XL para matar saudades de apanhar um bicho que nos faz suar para a tirar dá água.

Como nem sempre corre como idealizamos, não encontramos Corvinas grandes, mas encontramos pequenas e a pesca ficou-se por 4 rabetas na casa dos 2Kg e um robalo

Fica o relato fotográfico:

O Comandante ao leme do LUNA. O sorriso diz tudo

O marinheiro barbudo

O pó da estrada

Os refrescos à saída 

As escamas

O meu "quinhão"

Chegado a casa, nada melhor que peixinho fresco para o jantar ...e almoço do dia seguinte
Fresco mais fresco, não há!!



..e pronto, assim se desenjoa dos chocos

Esta já está! 
A próxima pescaria não sei como vai ser.
Mas desde que a companhia e a camaradagem se mantenha, é sempre bom estar no mar (ou rio) em contacto com a natureza a fazer o que mais gostamos.

...até já!