terça-feira, 6 de julho de 2021

Pesca de verão envergonhado

 Vou aqui dar uma notícia em primeira mão que poderá surpreender muita gente:


ESTAMOS NO VERÃO!


Eu se que não parece mas o calendário diz que sim, embora ultimamente o calendário não seja muito de fiar no que diz respeito a estações do ano.

Estando no verão é suposto fazer "pescas de verão" e embora a água ainda esteja fria para a época, a rondar os 16ºC, as lulas já vão dando sinal.

Desta vez com a companhia do meu compadre por afinidade, "moce algarvie dos 7 costades" pouco habituado ao frio, muito menos da água, fomos à procura das lulas.

6:00 da matina e já o "PI RATA" estava de molho e zarpamos à procura delas.



O pesqueiro é perto da marina e em menos de 10 minutos já tinhamos as linhas de molho



A faina até não começou mal e em alguns minutos já havia capturas


Seguiu-se um período de inactividade e o sono começou a instalar-se. Felizmente com uma mudança de zona, a coisa voltou a compor-se.

...entretanto o vento levantou cedo, as condições deterioraram-se e a partir das 10:30 ou 11:00 as lulas simplesmente desapareceram.
Ainda insistimos teimosamente mas esta pesca estava feita

Na volta, ainda tempo para uma visita o ponto turístico mais emblemático da foz do tejo.






Horas de voltar, lavar o barco e fazer contas ao marcador.

Uma dúzia de charutos (porque à dúzia é mais barato)

O que veio a seguir não é da vossa conta.
Fica só para os presentes saberem e para os restantes imaginarem... 




Até já...






 







terça-feira, 20 de abril de 2021

Primeira tinta de 2021 - O paraíso aqui tão perto

Tempos estranhos e difíceis estes que temos vivido.

Esta história da pandemia e confinamentos tem impedido a normalidade e que se mantenham actividades e hábitos de uma vida.

2020 foi estranho e com muitas mudanças e incertezas

2021 está a ser pior ainda, complicado a nível pessoal e familiar mas isso não são coisas para falar aqui. Esperemos que seja o inicio da luz ao fundo do túnel

Fazendo aqui um pequeno "à parte", não se percebe a razão pela qual a pesca esteve proibida.

É uma actividade praticada ao ar livre, com ar puro e sol (se for de dia) que são benéficos à saúde, com distanciamento entre os praticantes por razões óbvias, mas não quero continuar esta conversa senão nunca mais paro...


De volta ao que interessa realmente... 


Este fim de semana, finalmente, consegui voltar ao mar a bordo do meu fiel amigo "PI  RATA".

O meu amigo Fernando Cristo, homem do mar desde sempre mas mais habituado a estar de molho, fez o favor de me acompanhar para ir ver se ainda havia chocos em Setúbal ou se ainda estavam confinados.

Saímos de manhã cedinho ao nascer do sol e fomos brindados por uma manhã maravilhosa de calmaria.

O cheiro e o balanço do mar, o cenário paradisíaco e a pesca, fizeram por algumas horas esquecer tudo aquilo que não interessa

O Paraíso aqui tão perto...


OS chocos aos poucos foram dando sinal e a coisa foi-se compondo

O Fernando foi brindado com um "headshot" de um choco sniper, logo ao inicio da manhã. Toca a todos!! 😂


Até à hora de almoço a pesca foi correndo, sem que fosse um dia de excelência em termos de capturas e os chocos iam saindo espaçadamente.

Por volta da hora de almoço o vento rodou a SW e aumentou bastante de intensidade e a partir daí, pouco mais se apanhou.

O resultado foi este:



Já dá para o petisco!

Fome pelo menos não passamos

Dia excelente para matar saudades do mar.

Obrigado Fernando pela companhia!


Até já...




 



terça-feira, 2 de junho de 2020

Umas escamas para desenjoar dos chocos

Este fim de semana a saída foi em busca de umas escamas para desenjoar das chocalhadas das ultimas jornadas (algumas não as postei aqui porque... porque não! sei lá... )

Desta vez a saída foi a bordo do LUNA,  na companhia do CMDT. Fernando Rodrigues

A ideia era ir em busca de escama grossa e ver se dávamos com as corvinas XL para matar saudades de apanhar um bicho que nos faz suar para a tirar dá água.

Como nem sempre corre como idealizamos, não encontramos Corvinas grandes, mas encontramos pequenas e a pesca ficou-se por 4 rabetas na casa dos 2Kg e um robalo

Fica o relato fotográfico:

O Comandante ao leme do LUNA. O sorriso diz tudo

O marinheiro barbudo

O pó da estrada

Os refrescos à saída 

As escamas

O meu "quinhão"

Chegado a casa, nada melhor que peixinho fresco para o jantar ...e almoço do dia seguinte
Fresco mais fresco, não há!!



..e pronto, assim se desenjoa dos chocos

Esta já está! 
A próxima pescaria não sei como vai ser.
Mas desde que a companhia e a camaradagem se mantenha, é sempre bom estar no mar (ou rio) em contacto com a natureza a fazer o que mais gostamos.

...até já!


sexta-feira, 22 de maio de 2020

Depois do confinamento e os palhaços "do cigano"

Só agora me apercebi que o meu último post aqui no Dá-lhe Linha, já tem mais de um ano!

Não se admite! Sou um "Blogger" muito fraquinho!

...mas a realidade é que o ano passado foi um ano em que pesquei muito pouco e este ano, antes de sermos todos obrigados a ficar nesta espécie de "Prisão Domiciliária" a verdade é que só fiz duas pesquinhas, uma de terra e outra embarcada, mas sem grande história.

Posto isto, no passado fim de semana voltei às lides para ir apanhar uns chocos para repor o stock na arca e "desconfinar" a cabeça

O companheiro desta jornada foi o meu amigo Sorel, romeno de nascimento mas tão ou mais Português de coração, do que muitos nascidos cá pelo burgo.

O destino como é fácil de adivinhar foi o belo Sado e de manhã pela fresquinha, começamos a faina a bordo do "PI  RATA"

Quem me conhece e pesca habitualmente comigo, especialmente aos chocos, sabe que eu devo ser o gajo menos esquisito que existe com a marca dos palhaços e pesco normalmente com palhaços baratos e não é por isso que deixo de apanhar chocos.

Não vou falar aqui de marcas, mas desta vez tenho que dar o braço a torcer.
Eu estava a pescar com os meus palhaços de sempre, baratos. A maior parte deles, abaixo dos 2€ e o meu parceiro a pescar com palhaços de "gama alta", essencialmente de duas marcas de topo e bastante afamadas e como é claro, muito mais caros.


O que é certo é que, os palhaços caros fizeram a diferença.
O meu parceiro deu-me uma tareia daquelas à antiga!
Penso que talvez cerca de 2/3 da pesca (ou mais) foram à conta dele.
Os "Palhaços do Cigano" (como eu os apelidei por brincadeira), mas que eram neste caso os de marca mais cara facturavam chocos atrás uns dos outros enquanto eu lá ia ferrando um ou outro.
As montagens eram idênticas. aqui não há que inventar!

É claro que isto foi motivo de gozo com fartura da parte dele (na brincadeira, é claro!)

Ele insistiu que eu pescasse com os palhaços dele para fazer a experiência, mas eu mantive-me com os meus baratos, e o resultado foi consistente durante toda a jornada.

Se há dias em que qualquer coisa apanha chocos, até um pau com um prego, outros há como este em que os palhaços de marca mais cara, fazem efectivamente a diferença.

...parece que vou ter que abrir os cordões à bolsa e ir ao mercado de transferências buscar alguns pontas de lança que ajudem a resolver os jogos quando eles não estão famosos e os golos não querem entrar.

Ficam algumas fotos da jornada:







A certa altura o Xalavar resolveu dedicar-se à caça submarina e teve que ser substituído por uma invenção às 3 pancadas. 

Um bicheiro, uma alça de um balde, um saco de rede, algumas abraçadeiras de serrilha e a famosa arte, tão portuguesa do DESENRASCANSO, safaram a coisa.

É preciso é desenrascar!!!



No fim da jornada, 64 chocos e 2 lulas ficaram confinados para verem o que é que custa!
  





Moral da história:

Não sejam forretas e vão comprar meia dúzia de palhaços caros porque fazem mesmo a diferença!!!


...e já agora metam uma boia agarrada ao Xalavar, s.f.f.!!!



Até já...

...esperemos que não demore mais um ano!


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Será só desleixo??

Não é meu hábito repetir-me, mas vou voltar a falar de um assunto que já falei aqui em Fevereiro de 2015, ou seja há mais de 4 anos

Hoje passei na zona do Poço do Bispo e resolvi ir espreitar as condições em que se encontram a doca e a rampa e as fotos falam por si...


Convém dizer que a esta hora a maré levava já duas horas e meia de enchente e o cenário ainda era este

É lógico que com o tempo a situação só piora e qualquer dia nem com a maré cheia se consegue ali passar.

Outra situação vergonhosa é a rampa em si...

Nesta foto pode ver-se o único sitio que pode ser utilizado para baixar e subir as embarcações entre as linhas vermelhas

Numa rampa que tem cerca de 100 mts de largura, existe uma pequena nesga livre, que não chegará aos 10 mts de largura.
Isto porque os locais de forma bastante "civilizada" tem espalhados por toda a rampa, barcos velhos em "ruína", cabos de "vai-vem" para as poitas, barcos em reparação, os botes e cocos para aceder às embarcações que se encontram nas poitas, etc... 
Tudo isto devidamente espaçado uns dos outros de forma a ocupar e inutilizar o máximo de espaço possível
O que interessa é ficar servido, os outros que se lixem!!

Como se não bastasse, na próxima foto, a linha vermelha identifica a zona onde começa o LODO na rampa.

Não, não é verdete é mesmo lodo onde se enterram as rodas dos atrelados até aos cubos e aos eixos, ficando completamente atascados.


Sendo esta a única rampa de acesso livre (e que poderia ter boas condições), ficam todos os navegadores desportivos e de recreio sujeitos a ter que PAGAR nas marinas e outras docas para poderem aceder ao rio que é de TODOS.

...mas pelos vistos monopolizado só por alguns

É a triste realidade desta terra

Até já!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Chocos à Algarvia

Não, não vou passar aqui a receita dos famosos choquinhos à algarvia. 
Vou apenas relatar dois dias de pesca na maravilhosa Ria Formosa durante uns diazitos de férias na semana da Páscoa, na zona de Tavira, mais propriamente Cabanas de Tavira

Primeiro dia das férias e foi dia de ir com a família para a praia e de caminho avaliar as condições para a jornada de pesca que estava planeada para o dia seguinte.


A maravilhosa praia da Ilha de Cabanas

Como tenho bicho carpinteiro e não tenho muita paciência para estar na praia de papo para o ar sem fazer nada, no segundo dia, levantei-me mais cedinho, tomei o pequeno almoço, bebi um café a fugir e fui o primeiro freguês do barquinho que faz a travessia da ria, para levar as pessoas para a praia, na ilha.
A travessia não dura mais que 2 ou 3 minutos para uma distancia de cerca de 200 ou 300 mts.
Tempo suficiente para se dar a típica conversa de circunstancia do barqueiro quando me vê com uma cana de spinning, uma mochila e um balde.

"Então, vai à pesca??" - Perguntou o barqueiro...

Estive quase para responder que não e que ia caçar Rinocerontes com técnicas de acupunctura, mas lá lhe disse que ia ver se apanhava uns chocos... Que já ali tinha apanhado chocos anteriormente a pescar com aquela caninha ligeira ao melhor estilo "EGI" Made in Japan

Ele olhou para mim com um ar desconfiado e algo trocista e a certa altura mandou a piadola: "Você é o campeão do choco!!"  Ao que eu não respondi e lá fui à minha vida.

Ao fundo o cais da ilha e o pesqueiro

Fiquei a pescar para o lado da ria, a uns 20 ou 30 metros do cais onde encostam os barcos que levam a malta para a praia, e a cada vez que o barco ali encostava para largar ou apanhar pessoas, o barqueiro ia acompanhando aquela maneira estranha de pescar e deu para ver tirar 2 ou 3 chocos

A coisa lá se compôs e acabei por capturar 5 chocos, um deles com cerca de 1,5 ou 2kg (não o pesei) que só esse sozinho ocupava metade do balde.

A pesca da primeira jornada

Quando voltei ao barco para vir para terra, mostrei a pesca ao barqueiro que arregalou os olhos e no seu melhor algarvio disse: 
"Eh pááá... belos chocos! Você já me tá dêxande almareade!!!"

Ao que eu lhe respondi: "Tá a ver... eu não sou o campeão do choco mas ainda sei uma coisinha ou duas...!"

O barqueiro deu o braço a torcer e acabou por me dizer:
"Eh pá, você é bom pescador! Eu nunca tinha visto apanhar chocos assim como você pesca. Muito menos aqui! 
Aqui não se pesca assim!"

Ao que eu lhe respondi:
"Aqui não se pesca assim mas os chocos não sabem!"

Ainda nos fartamos de rir com a conversa e ele fez questão de me ir pagar uma cerveja por ter duvidado do "parvo do turista" que ia para a ria, com aquelas manias de pesca esquisita.


No dia seguinte, nova investida!
Quando fui beber café antes de apanhar a barcoita para a ilha, no café já toda a gente sabia que eu era o "parvo" de Lisboa mas que até sabia apanhar uns chocos.

O resultado do segundo dia foram, não 5 como no dia anterior, mas sim 10 choquinhos que eu alegremente convidei para o jantar lá em casa.

A pesca da 2ª jornada

Quando a jornada acabou, voltei para terra com o mesmo barquiro que mais uma vez se mostrou admirado com o resultado da pesca, mas muito mais com a maneira de pescar, que nunca tinham visto por aquelas bandas.

Nesse dia fui eu a pagar uma cerveja ao barqueiro e com isto arranjei ali um amigo.

Para acabar, resta só mostrar as fotos do jantar com os convidados especiais 



...à Lagareiro 




Até Já!!!

domingo, 5 de maio de 2019

O Baptismo

Dia de Baptismo nesta coisa da pesca ao Choco

O amigo Fanã é homem do mergulho, habituado a andar debaixo de água e a ver estes bichos no seu habitat natural.
Neste dia trocou as garrafas pela cana de pesca e o objectivo era ver os chocos fora de água, dentro do balde e a caminho de se tornarem um belo petisco.

Como um homem do mar tem que ter a capacidade de se adaptar às circunstancias com que se vai deparando, o Fanã depressa apanhou o jeito e embarcou chocos forte e feio.

Como nestas coisas o "Maçarico" tem que ser praxado fizemos o Baptismo, devidamente abençoado com ferrado de choco.



Excelente dia! Excelente convívio e mais um viciado na pesca!

Fica o video:


Até à próxima!