terça-feira, 2 de junho de 2020

Umas escamas para desenjoar dos chocos

Este fim de semana a saída foi em busca de umas escamas para desenjoar das chocalhadas das ultimas jornadas (algumas não as postei aqui porque... porque não! sei lá... )

Desta vez a saída foi a bordo do LUNA,  na companhia do CMDT. Fernando Rodrigues

A ideia era ir em busca de escama grossa e ver se dávamos com as corvinas XL para matar saudades de apanhar um bicho que nos faz suar para a tirar dá água.

Como nem sempre corre como idealizamos, não encontramos Corvinas grandes, mas encontramos pequenas e a pesca ficou-se por 4 rabetas na casa dos 2Kg e um robalo

Fica o relato fotográfico:

O Comandante ao leme do LUNA. O sorriso diz tudo

O marinheiro barbudo

O pó da estrada

Os refrescos à saída 

As escamas

O meu "quinhão"

Chegado a casa, nada melhor que peixinho fresco para o jantar ...e almoço do dia seguinte
Fresco mais fresco, não há!!



..e pronto, assim se desenjoa dos chocos

Esta já está! 
A próxima pescaria não sei como vai ser.
Mas desde que a companhia e a camaradagem se mantenha, é sempre bom estar no mar (ou rio) em contacto com a natureza a fazer o que mais gostamos.

...até já!


sexta-feira, 22 de maio de 2020

Depois do confinamento e os palhaços "do cigano"

Só agora me apercebi que o meu último post aqui no Dá-lhe Linha, já tem mais de um ano!

Não se admite! Sou um "Blogger" muito fraquinho!

...mas a realidade é que o ano passado foi um ano em que pesquei muito pouco e este ano, antes de sermos todos obrigados a ficar nesta espécie de "Prisão Domiciliária" a verdade é que só fiz duas pesquinhas, uma de terra e outra embarcada, mas sem grande história.

Posto isto, no passado fim de semana voltei às lides para ir apanhar uns chocos para repor o stock na arca e "desconfinar" a cabeça

O companheiro desta jornada foi o meu amigo Sorel, romeno de nascimento mas tão ou mais Português de coração, do que muitos nascidos cá pelo burgo.

O destino como é fácil de adivinhar foi o belo Sado e de manhã pela fresquinha, começamos a faina a bordo do "PI  RATA"

Quem me conhece e pesca habitualmente comigo, especialmente aos chocos, sabe que eu devo ser o gajo menos esquisito que existe com a marca dos palhaços e pesco normalmente com palhaços baratos e não é por isso que deixo de apanhar chocos.

Não vou falar aqui de marcas, mas desta vez tenho que dar o braço a torcer.
Eu estava a pescar com os meus palhaços de sempre, baratos. A maior parte deles, abaixo dos 2€ e o meu parceiro a pescar com palhaços de "gama alta", essencialmente de duas marcas de topo e bastante afamadas e como é claro, muito mais caros.


O que é certo é que, os palhaços caros fizeram a diferença.
O meu parceiro deu-me uma tareia daquelas à antiga!
Penso que talvez cerca de 2/3 da pesca (ou mais) foram à conta dele.
Os "Palhaços do Cigano" (como eu os apelidei por brincadeira), mas que eram neste caso os de marca mais cara facturavam chocos atrás uns dos outros enquanto eu lá ia ferrando um ou outro.
As montagens eram idênticas. aqui não há que inventar!

É claro que isto foi motivo de gozo com fartura da parte dele (na brincadeira, é claro!)

Ele insistiu que eu pescasse com os palhaços dele para fazer a experiência, mas eu mantive-me com os meus baratos, e o resultado foi consistente durante toda a jornada.

Se há dias em que qualquer coisa apanha chocos, até um pau com um prego, outros há como este em que os palhaços de marca mais cara, fazem efectivamente a diferença.

...parece que vou ter que abrir os cordões à bolsa e ir ao mercado de transferências buscar alguns pontas de lança que ajudem a resolver os jogos quando eles não estão famosos e os golos não querem entrar.

Ficam algumas fotos da jornada:







A certa altura o Xalavar resolveu dedicar-se à caça submarina e teve que ser substituído por uma invenção às 3 pancadas. 

Um bicheiro, uma alça de um balde, um saco de rede, algumas abraçadeiras de serrilha e a famosa arte, tão portuguesa do DESENRASCANSO, safaram a coisa.

É preciso é desenrascar!!!



No fim da jornada, 64 chocos e 2 lulas ficaram confinados para verem o que é que custa!
  





Moral da história:

Não sejam forretas e vão comprar meia dúzia de palhaços caros porque fazem mesmo a diferença!!!


...e já agora metam uma boia agarrada ao Xalavar, s.f.f.!!!



Até já...

...esperemos que não demore mais um ano!


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Será só desleixo??

Não é meu hábito repetir-me, mas vou voltar a falar de um assunto que já falei aqui em Fevereiro de 2015, ou seja há mais de 4 anos

Hoje passei na zona do Poço do Bispo e resolvi ir espreitar as condições em que se encontram a doca e a rampa e as fotos falam por si...


Convém dizer que a esta hora a maré levava já duas horas e meia de enchente e o cenário ainda era este

É lógico que com o tempo a situação só piora e qualquer dia nem com a maré cheia se consegue ali passar.

Outra situação vergonhosa é a rampa em si...

Nesta foto pode ver-se o único sitio que pode ser utilizado para baixar e subir as embarcações entre as linhas vermelhas

Numa rampa que tem cerca de 100 mts de largura, existe uma pequena nesga livre, que não chegará aos 10 mts de largura.
Isto porque os locais de forma bastante "civilizada" tem espalhados por toda a rampa, barcos velhos em "ruína", cabos de "vai-vem" para as poitas, barcos em reparação, os botes e cocos para aceder às embarcações que se encontram nas poitas, etc... 
Tudo isto devidamente espaçado uns dos outros de forma a ocupar e inutilizar o máximo de espaço possível
O que interessa é ficar servido, os outros que se lixem!!

Como se não bastasse, na próxima foto, a linha vermelha identifica a zona onde começa o LODO na rampa.

Não, não é verdete é mesmo lodo onde se enterram as rodas dos atrelados até aos cubos e aos eixos, ficando completamente atascados.


Sendo esta a única rampa de acesso livre (e que poderia ter boas condições), ficam todos os navegadores desportivos e de recreio sujeitos a ter que PAGAR nas marinas e outras docas para poderem aceder ao rio que é de TODOS.

...mas pelos vistos monopolizado só por alguns

É a triste realidade desta terra

Até já!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Chocos à Algarvia

Não, não vou passar aqui a receita dos famosos choquinhos à algarvia. 
Vou apenas relatar dois dias de pesca na maravilhosa Ria Formosa durante uns diazitos de férias na semana da Páscoa, na zona de Tavira, mais propriamente Cabanas de Tavira

Primeiro dia das férias e foi dia de ir com a família para a praia e de caminho avaliar as condições para a jornada de pesca que estava planeada para o dia seguinte.


A maravilhosa praia da Ilha de Cabanas

Como tenho bicho carpinteiro e não tenho muita paciência para estar na praia de papo para o ar sem fazer nada, no segundo dia, levantei-me mais cedinho, tomei o pequeno almoço, bebi um café a fugir e fui o primeiro freguês do barquinho que faz a travessia da ria, para levar as pessoas para a praia, na ilha.
A travessia não dura mais que 2 ou 3 minutos para uma distancia de cerca de 200 ou 300 mts.
Tempo suficiente para se dar a típica conversa de circunstancia do barqueiro quando me vê com uma cana de spinning, uma mochila e um balde.

"Então, vai à pesca??" - Perguntou o barqueiro...

Estive quase para responder que não e que ia caçar Rinocerontes com técnicas de acupunctura, mas lá lhe disse que ia ver se apanhava uns chocos... Que já ali tinha apanhado chocos anteriormente a pescar com aquela caninha ligeira ao melhor estilo "EGI" Made in Japan

Ele olhou para mim com um ar desconfiado e algo trocista e a certa altura mandou a piadola: "Você é o campeão do choco!!"  Ao que eu não respondi e lá fui à minha vida.

Ao fundo o cais da ilha e o pesqueiro

Fiquei a pescar para o lado da ria, a uns 20 ou 30 metros do cais onde encostam os barcos que levam a malta para a praia, e a cada vez que o barco ali encostava para largar ou apanhar pessoas, o barqueiro ia acompanhando aquela maneira estranha de pescar e deu para ver tirar 2 ou 3 chocos

A coisa lá se compôs e acabei por capturar 5 chocos, um deles com cerca de 1,5 ou 2kg (não o pesei) que só esse sozinho ocupava metade do balde.

A pesca da primeira jornada

Quando voltei ao barco para vir para terra, mostrei a pesca ao barqueiro que arregalou os olhos e no seu melhor algarvio disse: 
"Eh pááá... belos chocos! Você já me tá dêxande almareade!!!"

Ao que eu lhe respondi: "Tá a ver... eu não sou o campeão do choco mas ainda sei uma coisinha ou duas...!"

O barqueiro deu o braço a torcer e acabou por me dizer:
"Eh pá, você é bom pescador! Eu nunca tinha visto apanhar chocos assim como você pesca. Muito menos aqui! 
Aqui não se pesca assim!"

Ao que eu lhe respondi:
"Aqui não se pesca assim mas os chocos não sabem!"

Ainda nos fartamos de rir com a conversa e ele fez questão de me ir pagar uma cerveja por ter duvidado do "parvo do turista" que ia para a ria, com aquelas manias de pesca esquisita.


No dia seguinte, nova investida!
Quando fui beber café antes de apanhar a barcoita para a ilha, no café já toda a gente sabia que eu era o "parvo" de Lisboa mas que até sabia apanhar uns chocos.

O resultado do segundo dia foram, não 5 como no dia anterior, mas sim 10 choquinhos que eu alegremente convidei para o jantar lá em casa.

A pesca da 2ª jornada

Quando a jornada acabou, voltei para terra com o mesmo barquiro que mais uma vez se mostrou admirado com o resultado da pesca, mas muito mais com a maneira de pescar, que nunca tinham visto por aquelas bandas.

Nesse dia fui eu a pagar uma cerveja ao barqueiro e com isto arranjei ali um amigo.

Para acabar, resta só mostrar as fotos do jantar com os convidados especiais 



...à Lagareiro 




Até Já!!!

domingo, 5 de maio de 2019

O Baptismo

Dia de Baptismo nesta coisa da pesca ao Choco

O amigo Fanã é homem do mergulho, habituado a andar debaixo de água e a ver estes bichos no seu habitat natural.
Neste dia trocou as garrafas pela cana de pesca e o objectivo era ver os chocos fora de água, dentro do balde e a caminho de se tornarem um belo petisco.

Como um homem do mar tem que ter a capacidade de se adaptar às circunstancias com que se vai deparando, o Fanã depressa apanhou o jeito e embarcou chocos forte e feio.

Como nestas coisas o "Maçarico" tem que ser praxado fizemos o Baptismo, devidamente abençoado com ferrado de choco.



Excelente dia! Excelente convívio e mais um viciado na pesca!

Fica o video:


Até à próxima!


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Chocos 100 Espinhas - A Jornada dos FERREIRAS

No passado fim de semana tive o prazer de voltar a partilhar uma jornada de pesca com o meu amigo Vitor Ferreira ("Vitinho" para os amigos)do "Team 100 Espinhas" a bordo do seu novo navio - "FERREIRA" 



Nesta jornada ia também o Eduardo Ferreira, outro membro do 
"Team 100 Espinhas"
... e eu próprio tenho como apelido materno FERREIRA.
Foi uma jornada em família 

O tempo ajudou e esteve próximo da perfeição embora um bocadinho frio de manhã.
Os chocos compareceram à chamada e a pesca, embora longe de ser estrondosa, também não desiludiu

Não há muito mais a dizer senão que o convívio foi 5 estrelas, o FERREIRA com os 3 Ferreiras a bordo ficou aprovado com distinção. 
Excelente barcoita!!

Obrigado aos primos Ferreira por esta jornada e ao "Team 100 Espinhas" por me terem acolhido de braços abertos.

Ficam as fotos para a posteridade:

O nascer do Sol já por cima de água

Calmaria

O Comandante Ferreira em acção

Um Marlim Azul Anão que se enleou na linha por se armar em curioso

Os 3 Ferreiras a bordo do FERREIRA

O Comandante Ferreira a imaginá-los já no prato



Os resultados

Objectivo alcançado com sucesso!!



Até já!

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Até qu'enfim!!!


Aqui vai um relato com umas semaninhas de atraso...

Alguns se lembrarão que "Até qu'enfim" era um Bar com música ao vivo, na Rua das Janelas Verdes, em Santos onde passei muitas noitadas de ROCK e uma ou outra cervejita... poucas....  😁

Mas neste caso a expressão aplica-se de outra forma:

ATÉ QUE ENFIM!!!

...que voltei à pesca

Depois de uma ausência de cerca de meio ano, foi dia de tirar o pó e pôr o PI RATA  a navegar e ir à procura dos primeiros chocos do ano ...e já a época ia avançada! 

O vicio era muito e a ressaca pela ausência das lides piscatórias nem se fala!

Num dia que começou frio mas que o sol rapidamente se encarregou de aquecer, e com a companhia do "imediato" Rui Silva, querido amigo de longa data, fizemo-nos ao mar para ver se havia algum choquito que estivesse interessado em vir fazer-nos companhia ao jantar.

A pesca esteve longe de ser uma daquelas jornadas inesqueciveis em termos de capturas, mas tambem não foi má de todo.

...mas o voltar a estar por cima de água, de sentir o vento e o sal na cara, soube pela vida!

Sem muito mais a acrescentar a esta conversa, ficam as fotos que falam por si

Vamos à procura deles

O escritório neste dia de trabalho

A trabalheira do Rui

Aos poucos a coisa ia-se compondo


O maior "Alien" do dia

A vista da esplanada ao almoço com a Anicha ao fundo 
Já de barriga cheia.
Nota-se!
Parece uma "sucuri" com uma "capivara" no bucho!
Ahahahaha!!
Ganda Rui!

A Anicha

No regresso o Imediato tomou conta do leme para o Comandante descansar o cabedal

O resultado da jornada

Deu para o petisco num dia bem passado

Até já!
Vemo-nos por cima de água!