Segundo informação do site da RTP, a época da lampreia já começou, mas os pescadores dizem que os preços nunca estiveram tão baixos. No Rio Minho a lampreia grande é vendida a vinte euros e a pequena apenas a 10. A sua procura diminuiu bastante devido á "Crise" alem de ter aumentado para 200 as licenças passas para este ano. Pessoalmente não é coisa que me faça levantar da cama para ir a correr comer, no entanto deixo-vos com uma boa reportagem sobre a sua Pesca Artesanal, a sua preparação tradicional e famoso risotto de lampreia.
A epoca deles anda mais perto do que parece, pois afinal as Corvinas procuram-nos entre tempos menos certos. É claro que me refiro aos Chocos. Estas novidades que se seguem ainda só se podem encontrar em sites como http://www.samuraitackle.com/ ou em http://www.plat.co.jp/ .
Ontem dia 1 de Fevereiro as Comissões de Pescadores População da Costa Portuguesa reuniram com o sr Secretário de Estado do Mar Manuel Pinto Abreu onde foram discutidas as propostas relativas a abaixo e anexo mencionadas em relação á pesca lúdica.
Esta reunião durou cerca de duas horas, onde contou com representação de toda a Costa Portuguesa e também do deputado Cristóvão Norte.
De referir que o governo mostrou uma grande abertura e sensibilidade para as alterações pretendidas por parte das Comissões.
Também foi entregue uma proposta de projecto lei e o compromisso de ser criado um grupo de trabalho para desenvolver uma concertação das portarias ao longo da Costa Portuguesa.
O Governo deu um prazo de 15 dias para poder analisar as propostas mais iminentes em que depois seriam alteradas o mais rápido possível.
Aguardamos por novidades
As Comissões
Assunto : PESCA LÚDICA- Definições de Alterações
Conforme nos foi amavelmente solicitado temos o prazer de lhe enviar as nossas reivindicações:
Igualdade de todos os cidadãos: Sem por em causa que o parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina possa ter regulamentos próprios exigimos que estas sejam aplicadas por igual a toda a população portuguesa. Por conseguinte que se ponha termo imediatamente à discriminação dos habitantes do resto do Algarve e do Alentejo, bem como aqueles que residindo em Lisboa, Porto e resto do país aqui passam férias e fins-de-semana. Os Parque Naturais e as suas regulamentações devem ser feitas para atrair as pessoas e não para as hostilizar. A informação acerca da pesca ludica e zonas de restrição é inexistente ao longo da costa Portuguesa.
Quantidades de marisco: As quantidades de marisco autorizadas devem ser suficientes para um convívio familiar. Assim no caso dos perceves a quantidade deve ser a de 3kg. Já em relação às restantes espécies – mexilhão (6kg), ostras (10kg), ouriços (10kg), as quantidades que gostaríamos de ver consagradas, mas estamos abertos a participar na discussão das mesmas. Os polvos 7,5 kg como no pescado.
As multas e a vigilância: Os valores das multas/coimas na pesca lúdica, tanto no mar como no rio, são exorbitantes, quando comparadas com as condições sociais do país e da maioria dos pescadores lúdicos. E são afrontosas quando os seus valores as comparam com actos com graves consequências sobre a vida de pessoas, como seja conduzir embriagado. Além disso devem ser dadas instruções às forças policiais no sentido de terem um comportamento adequado a uma actividade em que as pessoas se vão distrair e descontrair. É absurdo e insultuoso que um pescador lúdico se veja vigiado por binóculos como se fosse um delinquente capaz de causar graves danos à sociedade.
Zonas de restrição: Ser criada uma comissão permanente nossa e do Governo para acompanhar as alterações das zonas de restrição, de referir a zona do Rogil em Aljezur
Quarta-feira: Não faz sentido.
Defeso do sargo: Defeso da espécie igual para todos.
Pescar : Nos Portos de Pesca em toda a Costa Portuguesa
Desde já agradecemos o seu interesse e manifestamos a nossa disponibilidade para qualquer esclarecimento adicional que se afigure necessário.
Por vezes temos necessidade de pescar com amostras maiores com o objectivo de tentar capturas maiores.
Ao montar um cabeçote num vinil grande, o anzol vai ficar inevitávelmente muito próximo da cabeça, deixando ainda muitos centimetros até à cauda sem um anzol que possa ferrar um peixe que ataque apenas a exremidade posterior da amostra.
Vou então exemplificar como podemos tentar aumentar a efectividade da nossa amostra
Material:
Amostra de vinil XL
Linha tipo "dracon" (usada para Big Game)
Cabeçote com o peso pretendido (30g neste caso)
Fateixa (2/0 neste caso)
Super cola
Começamos por marcar o local onde vai sair o anzol, de forma a que o vinil fique montado direito
Montamos o cabeçote de forma a que o anzol saia no ponto marcado previamente
Puxamos o vinil ligeiramente para trás e colocamos um pingo de Super Cola para evitar que escorrege.
Atamos a fateixa no "Dracon" com um nó que nos ofereça confiança (neste caso usei o nó "clinch" reforçado)
Nó "Clinch" reforçado
Com a fateixa já atada, tiramos a medida à quantidade de linha de forma a ficar com o comprimento desejado
Usando o mesmo nó unimos o "Dracon" ao cabeçote
E aqui temos a amostra preparada para ferrar uma corvina daquelas XL tal como a amostra
Mais uma voltinha, mais uma viagem a bordo do "XÔC"
Desta vez, privado da habitual tripulação, bastou um telefonema para recrutar um novo marinheiro, pouco habituado a estas lides e com um bocado dado aos enjôos, mas que se portou à altura e aguentou-se "firme e hirto" como um leão!
Saimos ainda com a maré a encher e começamos por bater uma zona diferente da do costume. Passado pouco tempo, o Pedro leva um "porradão" violentíssimo na sua amostra de 3€ da Decathlon, e o animal que estava na outra ponta da linha arrancou tipo comboio e em poucos segundos levou mais de 20 metros de linha.
Uma corvina de certeza!!! e grande!!!! ....mas....desferrou-se! M****!!! F***-**!!! C******!!! Flha da ****!!!...e outros impropérios de vária ordem.
Mas ainda a jornada estava a começar e tinhamos que continuar a faina.
A sonda ia mostrando algum peixe, mas pouco interessado em comida de plástico.
Às tantas, numa zona com cerca de 10 metros de fundo, a sonda começa a apitar como se não houvesse amanhã e a marcar muito peixe grande, todo junto, coladinho ao fundo.
Depois da experiencia que tinhamos tido minutos antes e sabendo que "elas" já aí andam (embora ainda fora da época) eu disse para o Pedro: "São corvinas!!!"
Marquei o ponto no GPS e fui colocar o barco de forma a que a nossa deriva passasse em cima da marca.
Vinis XL montados nas canas e primeira passagem "à rola". BINGO!!! Primeira rabeta ferrada pelo Pedro !
Nesta altura ele não sabia se havia de pescar, se havia de enjoar, se havia de "engodar"... mas lá continuou a faina.
Nova passagem em cima do mel e mais uma para cima. Desta vez tocou-me a mim.
Nova passagem e uma dupla! os dois com peixe ferrado ao mesmo tempo.
Nesta altura já a maré vazava e a corrente já se fazia sentir com muita força.
Mais umas passagens e só saiu mais uma pequenina que foi libertada para crescer. O peixe dispersou e deixou de picar.
Tinhamos chegado um pouco atrazados àquele spot. Se tivessemos chegado uma horinha mais cedo, quando a maré acabava de encher e se tivessemos aproveitado o estofo e o firar da maré, a história tinha sido diferente.
A libertação da rabeta
Era tempo de dar meia volta e continuar com o trolling. Sem sucesso! o spot parecia um deserto.
Pensei: "vamos mas é ao quintal a ver se lá andam os robalos..." ...e assim foi!
Primeira passagem e o Pedro ferra um cachaço pequeno logo nos primeiros lances, deixando a ideia que eles andavam lá e que iamos compor um pouco mais a pesca. Mas não! Nem mais um toque!
A libertação do Robalo
O sol começava a preparar-se para ir embora e nós também.
Fazer uma pesca só de corvinas, embora pequenas, a meio de Janeiro.... A tradição já não é o que era!
O que é certo é que elas andam por aí. resta esperar pelas GRANDES!!! É só uma questão de tempo!
Agradeço ao marujo pela companhia. Aguentou bem o estrafego da jornada sem engodar!
Foi uma tarde è maneira!!!