sábado, 3 de dezembro de 2011

Mais uma das férias

Desta vez trago mais um relato das minhas férias. Desta vez em Porto Covo, com os meus amigos, os manos  Zé e Quim do restaurante "A Herdade" .
No dia de folga semanal do restaurante (2ª feira), fomos meter o “XÔC” dentro de água, já quase às 11 da manhã, mesmo à perguiçoso, com o objectivo de fazer uma pescazinha ao “tico-tico” para matar o vício.
O equipamento não era o mais adequado, pois só tinha levado para as férias material de spinning e de achigã.
Mesmo assim, no dia anterior compramos uma cumbadinhas, uns anzois e isco.
Como “quem não tem cão caça com gato”, até um Shimano Navy 3000 que normalmente pesca ao achigã, foi convocado para lides mais salgadas.
Um bocado às cegas e sem sonda, não estivemos com esquesitices, saimos do portinho a direito, mais ou menos uma milha e... ferro para baixo.
Com tudo isto, as espectativas não eram elevadas, mas o resultado não se fez esperar e de imediato começaram a sair umas cavalas.
As chumbadas ao tocar o fundo revelavam-nos que este era de areia e não apareciam outros peixes que não as cavalas. Pouco depois e já fartos de cavala, resolvemos mudar de poiso e procurar fundos com pedra, onde pudessemos encontrar outras espécies mais “nobres”.
Ferro para cima, rumamos a norte em direcção à zona “burrinho”. Infelizmente a zona da “Pedra do Burrinho” está interdita à pesca e tivemos que manter alguma distancia para não entrarmos em incumprimento da lei.
Ali o fundo era misto, com grandes lages e alguma areia.
De imediato começaram a sair umas safias,  mesmo com a água muito lusa e o sol a pino.
Enquanto o Zé e o Quim se entretinham com as safias, eu aproveitava para lançar umas amostras. Para minha admiração, ferrei 2 pampos (ou peixe-porco) com uma Maria Angel Kiss.
As capturas foram-se sucedendo, intercaladas com umas sandochas e umas cervejas para refrescar, já que o sol estava bruto.
Ambos os manos tiveram, bons peixes ferrados, mas devido ao material não ser o mais indicado e alguma falta de calma, partiram a linha e foram-se embora. Afinal os manos são caçadores, não são pescadores.
Com a pesca já composta achamos que eram horas de ir amanhar o peixe e prepara-lo para o jantar.


De volta ao portinho, fomos ao trolling não fosse andar por ali um bicharoco que lhe apetecesse agarrar-se a uma amostra.
Só ferramos um peixe agulha e tivemos uma outra picada que se soltou antes sequer de conseguirmos ver o que era. Outro agulha??? talvez, mas fazia mais força que o primeiro
 
A totalidade das capturas. Uma mista bem variada
Aqui o Zé, mostra uma bonita Safia
 
A mesa posta para o petisco
 
O meu "terrível" a postos
O Quim e o seu belo escaldão.
É o que dá passar o tempo todo a apanhar solinho sem pôr protector solar.
 
Clara de ovo para a queimadura. A Manuela não sabia se havia de lhe tratar o escaldão ou se havia de lhe bater!!! Hahahahah!!!

Em estilo de conclusão:
Por aqui podemos ver a riqueza deste pedaço da nossa costa.
Sem conhecer os pesqueiros,...
Sem sonda,...
Sem material apropriado,...
Na pior hora do dia,...
Com isto tudo, uma pescazinha à perguiçoso que deu jantar para 16 pessoas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Uma notícia feliz, para variar

Pescadores da embarcação de pesca ‘Virgem do Sameiro’ que naufragou na passada 3ª feira, no momento em que esperavam pelo resgate do helicóptero da força Aérea após terem sido encontrados com vida a 12 milhas a noroeste do cabo Mondego.

Espreitando o futuro

Este ar cansado é devido às muitíssimas lutas com peixes gigantescos. Verdadeiros monstros, aventuras épicas, que serão relatados aqui, neste blog, que é tão somente "O melhor do mundo"!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Achiganices...

Como as imagens falam por si, deixo uma compilação de fotos das minhas pescarias ao achigã, com alguns companheiros do costume nestas "lides".

Chamo a atenção para o facto de que TODOS OS PEIXES FORAM LIBERTADOS!!!
Só assim poderemos continuar a usufruir deste nosso hobby e desta forma, garantir que as futuras gerações tambem possam passar momentos tão maravilhosos como os que se seguem
































Robalo ao Sal

 Boas meus amigos,Aqui fica uma receita que é das mais simples de confeccionar com qualquer peixe mas tambem a que conserva mais o verdadeiro sabor do peixe.
Neste caso é um Robalo mas pode ser qualquer outro peixe (Dourada, Pargo, Sargo, etc...)



1º - Amanha-se o peixe abrindo apenas um buraco na barriga de forma a tirar as tripas (as guelras ficam no peixe, não faz mal nenhum!)
ATENÇÃO: Não se tira a escama!!!
 2ª - Cobre-se o fundo de um tabuleiro de ir ao forno com uma fina camada de sal grosso de cozinha

3º - Coloca-se o peixe no tabuleiro, tendo cuidado para que o buraco da barriga fique fechado para que não entre sal para dentro do peixe

4º - Cobre-se o peixe totalmente com sal e vai ao forno previamente aquecido entre os 220ºC e os 250ºC durante cerca de 35 a 40 minutos
(este tempo pode variar conforme o tamanho do peixe, neste caso os 40 minutos para um robalo de kilo chegam perfeitamente, peixes maiores 2 - 3 Kg pode ir até cerca de 1 hora)

6º - Tirar do forno e retira a camada de sal que nesta altura já é uma couraça rígida e que é necessário partir

Aspecto depois de retirado do sal

7º - Com cuidado, e com a ajuda do biquinho de uma faca, retirar a pele que sai inteirinha

 Servir acompanhado a gosto, com batatinhas, arroz, ou salada e um branquinho ou rosé GELADO!!!

BOM APETITE!!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A minha primeira Corvina


Partilho agora a história de uma captura que me deu um gozo especial
Em agosto passado, durante as férias por terras algarvias, enquanto os “rebentos” dormiam a sesta, peguei na caninha de spinning e na sacola das amostras e fui até ao molhe da “Ponta da Areia” na foz do Guadiana.
A meio da tarde e com o sol quase “a pino” as prespectivas , teoricamente, não seriam as melhores mas há que tentar e pelo menos passar um bocadinho a matar o vício.
A maré vazava e a corrente fazia-se sentir com bastante força
Procurei uma aberta grande entre os mutos pescadores que pescavam ao fundo, de modo a que não os incomodasse a eles e eles não me incomodassem a mim na minha azafama de lançar  e recolher amostras.
Como o local é profundo, resolvi optar por um vinil, montado com um cabeçote de chumbo, de forma a conseguir pescar mais junto ao fundo.
A água apresentava-se um pouco tapada e com suspensão devido à forte corrente. Escolhi então um “fluke” da ZOOM numa cor amarela berrante para se tornar visivel.

1º lançamento, esperei um pouco que a amostra afundasse (embora com a corrente, fosse impossível sentir o fundo), começei então a animar a amostra com uns toques "longos" a fazer a amostra levantar e deixando-a cair novamente, numa dessas quedas.... PUUUUUMMMMM !!!! cabeçada violentíssima, seguida daquele maravilhoso ZZZZZZ....ZZZZZZZZZZZZ.........!!!!! que é musica para os nossos ouvidos.
O peixe fazia uma força brutal, e ajudado pela corrente, pior ainda!
Para ajudar à festa estava com uma caninha muito leve, a Hart Bloody Lite de acção média com um CW de 15-40g.
 Cheguei a temer que a cana não aguentasse mas esta portou-se à altura
A luta não era a de um robalo, não dava as cabeçadas caracteristicas destes, em vez disso, o peixe corria e puxava com muita força.
Imaginei que deveria ser uma corvina, mas como nunca tinha apanhado nenhuma, só podia mesmo imaginar, porque não tinha termo de comparação.
Atráz de mim começavam a juntar-se uma pequena multidão de outros pescadores e curiosos e podia ouvir os comentários:
"olha este tráz peixe!... e é bom"

Ao fim de uns 10 minutos de puxa, para cá puxa para lá, o peixe começou a ceder e lá consigo ver um vulto prateado com aqueles brilhos cor de cobre.
O peixe estava vencido e la consegui encalha-la numa pedra e deitar-lhe a mão à guelra.
Estava a pesca feita e logo ao primeiro lançamento.
A minha pequena audiencia aplaudia e felicitava-me pela captura

Ainda lá fiquei mais umas 2 horas, mas nem mais um toque
Até à proxima!